Afinal, por que alguém resolve gastar dinheiro
com coisas que não vai usar? Por que é preciso possuí-las, e não só saber que
elas existem? Apesar de não colecionar objetos, o historiador alemão Philipp
Blom coleciona teorias para explicar essa mania. Seu livro Ter e Manter: Uma
História Íntima de Colecionadores e Coleções é um álbum de histórias grotescas
e engraçadas dos primeiros e maiores colecionadores. Para Blom, o hábito de
juntar quinquilharias tem justificativas históricas, filosóficas e psicológicas
- todas tratam o colecionismo como algo mais que um simples passatempo de
adolescentes. Tem a ver com sentimento de grupo, competição, medos, fracassos,
desejos não realizados, vontade de se isolar num mundo e ser capaz de
comandá-lo. Colecionar, para ele, também é uma tentativa de escapar da morte.